quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Breve história do conflito árabe-israelense

Os conflitos árabes-israelenses na região do Oriente Médio, na Ásia, mais especificamente o território hoje ocupado por países como a Síria, o Egito, o Líbano, a Transjordânia, Israel e a Autoridade Palestina, desde séculos passados já era uma região palco de intensos conflitos, muito devido à expansão e conquistas territoriais impostas por outros impérios, hoje também já fragmentados, fato muito comum na Europa. Outrora a região fizesse parte do Império Otomano, com o fim da 1°Guerra Mundial, este teve seu território fragmentado dando surgimento às nações de língua árabe que ficaram algumas décadas sob o controle de países europeus como a Inglaterra e a França, onde a maioria conseguiria a sua independência total até 1970, além da definição de suas fronteiras.

Os conflitos marcados no período das quatro guerras, entre 1948 e 1973, compreende uma era marcada pela disseminação da indústria bélica norte-americana ao qual Israel é aliada até os dias atuais e corresponde também ao período da guerra fria, uma guerra não declarada entre as potências americanas e soviéticas, um mundo bipolar, dois blocos de poderes hegemônicos que compreendia uma divisão de políticas e sob tensão apoiando e financiando, cada um de acordo com seu interesse, os mais diversos conflitos no mundo. O Oriente Médio não escapou a esta ordem e desde que conheceu sua independência do império turco após a 1° guerra mundial, muito embora a maioria das nações tenha ao longo do tempo tornado-se independente, resta ainda à resolução do conflito que deu origem a questão palestina, que permanece uma região com autoridade reconhecida, mas sem a definição de país.

Logo após a separação do império turco, a região da Palestina fora entregue ao domínio inglês onde este deveria conduzi-lo até a independência, fato este que não ocorreu. Mal administrada, com políticas inglesas incoerentes e que financiaram o movimento sionista ao permitir a entrada de judeus em meio a região árabe sob seu comando, somando-se a isso a intenção judaica de formar um lar em uma antiga terra já habitada, e mais a perseguição nazista na Alemanha e em toda a Europa impulsionando a fuga dos judeus para o oriente médio, a Palestina viu seu território tomado e entregue ao país judeu que desde 1948 corresponde ao Estado de Israel.

Sem o território e sem limites territoriais definidos, a população palestina, formada por árabes de religião mulçumana, hoje, encontra-se refugiada aos milhares e abrigada nas nações vizinhas e de mesma língua. A questão tornou-se um problema internacional, pois vai além da resolução de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. Há interesses políticos e econômicos na região ligados a países de fora como os Estados Unidos, que não só tem interesse no petróleo árabe como também tem sua indústria bélica fornecendo armamento pesado e de última geração a Israel, seu aliado.

São intermináveis os conflitos na região provenientes tanto de militares israelenses quanto de suicidas palestinos, além de organizações terroristas dos dois lados disputando a terra considerada santa de uma forma para cada grupo. Nos conflitos atuais, palestinos justificam seus ataques na busca da recuperação de seu território ocupado por Israel e em defesa da morte dos lideres dos grupos Hamas e Jihad. Já os judeus, retaliam a cada nova investida árabe e não poupam esforços ainda que a população civil árabe seja atingida. Hoje, o Estado de Israel compreende uma população de pouco mais de 6,3 milhões de habitantes sendo destes, cerca de 187.000 no leste de Jerusalém, 170.000 na Cisjordânia e 20.000 nas Colinas de Golã, provenientes de assentamentos no território árabe conquistado na 3° guerra árabe-israelense em 1967.

É também inevitável a mudança de políticas adotadas por cada nação cada vez que há uma nova eleição, seja para Israel, seja para a Autoridade Palestina, visto que os dois povos possuem extremidades políticas que não compartilham entre si da mesma opinião, daí o surgimento das alas radicais que tentam impor suas perspectivas com investidas massacrantes. Ainda que haja uma atenção internacional para a paz na região, nenhum grupo consegue conter os seus extremos. São organizações militares dispostas a defender seus ideais a ferro e fogo mesmo que debaixo de muito sangue e ao custo de muitas vidas, muitos financiados pelo próprio governo.
Postagem parte integrante do seminário A formação do Estado de Israel na Palestina e os conflitos atuais, de propriedade do autor do blog J.J.Gomes

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