sábado, 23 de janeiro de 2010

As ações no Haiti e a busca norte-americana por hegemonia nas Américas

As análises que podemos tirar dessa atual situação haitiana reflete e muito alguns pensamentos sobre as políticas dos Estados Unidos da America com relação à America do Sul, o que pode ser vista com maus olhos e por diversos fatores. Dias após a catástrofe no Haiti há enorme movimentação mundial para tentar reerguer o país devastado por um terremoto. Sobreviventes ainda são encontrados e o país carente de recursos recebe ajuda humanitária. Mas o problema no país antilhano não é só o choque entre as placas que abalaram todo o território, é também o choque de ideias e ideais que se confrontam fora. Por um lado americanos controlam os aeroportos do país e do outro o Brasil reclama das atitudes americanas comandantes das operações por lá em solo, marítimo e aéreo.

O fato é que americanos concentram seus esforços para buscar um posicionamento nas Américas já que perdeu praticamente tudo em relação ao resto do mundo. Há uma infinidades de motivos para se acreditar que estão buscando hegemonias nas Américas ou pelo menos um novo respeito e o longo e atual histórico permite mostrar essa ideia.
  • Desde o fim das guerras mundiais e guerra fria, onde a hegemonia bipolar mundial deu lugar a um mundo multipolar, os Estados Unidos não é visto mais como uma nação super potente sem nações à altura
  • A invasão do oriente médio ao espaço aéreo americano derrubando um dos maiores símbolos do capitalismo em todo o mundo demonstrou uma fragilidade no sistema de segurança do país
  • O dólar a muito vem caindo pelas tabelas em contramão ao euro, por exemplo, uma moeda nova e forte, criada para unir o continente europeu fortalecendo as economias e fazendo frente à moeda americana
  • O Irã vive um constante enriquecimento de urânio enquanto que a Coreia do Norte testa mísseis e não parecem temer as investidas americanas para que cessem seus programas, não porque buscam a defesa do mundo em si, mas porque a tecnologia empregada por esses países representa no mínimo superação à indústria americana
  • O país mantinha o sonho de que a venda de artefatos bélicos sustentaria a sua economia economicamente dependente da sua indústria bélica. Décadas após o fim das maiores guerras mundiais os Estados Unidos não vendem arsenais bélicos e por outro lado, a união dos europeus resultou na criação da União Européia e do euro criando um mercado forte e consistente, suficiente para derrubar as enormes dívidas assim como posteriormente a hegemonia mundial americana
  • Os Estados Unidos vem de uma crise financeira ocasionada pelo mercado imobiliário que abalou o país e as bolsas de todo o mundo deixando dúvidas sobre a idoneidade de suas auditoras. Dessa mesma dita crise mundial, o Brasil, a salvo poucos setores da economia, se saiu muito bem.

O fato é que os Estados Unidos não representam obstáculos ao desenvolvimento das outras nações, o país perdeu ao concentrar seu desenvolvimento nas atividades bélicas enquanto todo o resto do mundo seguia em busca do desenvolvimento. O país mesmo potente é um dos maiores devedores mundiais, sua total perda de foco culminou com a invasão ao Iraque muito contestada por todos. Enquanto americanos destinavam décadas a fabricação de armamentos, o mundo se desenvolvia, a Europa criava a União Européia, a China deu um gigantesco passo em busca do desenvolvimento e junto com Brasil, Índia e Rússia tornaram-se os países que mais crescem economicamente. Países asiáticos desenvolvem indústrias de armamentos e alta tecnologia.


Com toda essa situação era de se esperar que haveria uma movimentação hegemônica nas Américas. Os Estados Unidos mantém acordos com relação à Amazônia em território colombiano, e demonstra muita pro atividade no Haiti conduzindo suas forças armadas nas operações haitianas. As manobras demonstram mais que ações humanitárias, é também vontade de buscar posiconamento nas Améicas do Sul e Central, até mesmo do Norte, onde o país já começa a se movimentar fazendo política da boa vizinhança com relação aos tão indesejáveis mexicanos. Novas aberturas com Cuba que sofreu embargos durante décadas e novos relacionamentos com o México não são meramente bondades do novo presidente, ele é tão americano quanto os outros e isso as outras nações não podem esquecer, pois pode custar como custou um dia à Europa.

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