sábado, 11 de setembro de 2010

O discurso do aquecimento global

Cada vez mais países se reunem para discutir as mudanças climáticas. Verdadeiros desastres são pregados pelos relatórios do IPCC, aquecimento global, derretimento de geleiras, aumento nos níveis dos oceanos. Mas o que há de fato por trás desse levante? Qual a parcela de culpa dos países ditos desenvolvidos e dos subdesenvolvidos, ou do Norte e do Sul como preferem muitos?

O que se sabe é que o mundo já foi muito mais quente do que é hoje e também muito mais frio e essas mudanças não apenas foram em função de mais ou menos carbono lançado na atmosfera, mas também em função de variações no posicionamento dos continentes ocasionado pela deriva continental, a dança dos continentes pregada por Wegener. Basta olharmos as projeções das terras emersas para vermos que o Brasil, há 300 milhões de anos, passara por glaciação, fato esse provado pelo trabalho de erosão glacial presentes nos varvitos de Itu, em São Paulo.

A história da Terra vem acompanhada dos fenômenos climáticos já conhecidos, efeito estufa e chuva ácida, não são fatos recentes e nem foi a ação humana responsável. A paisagem inicial, de bilhões de anos, já sugeria uma Terra tomada pelos poluentes emitidos pelos vulcões, calor e, posteriormente, a chuva de milhões de anos que limpou a atmosfera e estocou nos mares e oceanos milhões de toneladas de carbono.

Por trás do grande marketing do aquecimento global há interesses econômicos e financeiros, e sob meu ponto de vista, o principal deles é frear a emergência de países subdesenvolvidos no cenário mundial. Tal prática pode ser vista nos textos onde apontam como grande perturbadores do meio ambiente países pobres, pois têm o desenvolvimento baseado no uso dos seus recursos naturais e poluição do meio, assim como aconteceu na Europa, grande destruidora de suas florestas no passado. Tal fato é tão verdade que o próprio Estados Unidos das Américas se recusam a compartilharem das reduções nas emissões globais, pois isso frearia a economia do país, um dos mais industrializados do mundo.

O fato é que o grande problema vivenciado não é o aquecimento global, e sim, a escassez de recursos naturais como a água, e principalmente recursos não-renováveis, retirados da natureza sem chances de reposição, como o petróleo, daí o montante de pesquisas empenhadas em descobrir substitutos, não porque é um poluente, pois se fosse isso o Brasil jamais iria buscar petróleo nas profundezas, na camada pré-sal, mas porque o recurso tem prazo. A velha teoria Malthusiana vem a tona e confirma que no ritmo de crescimento e uso dos recursos que o mundo, ou parte dele alcançou, somente nossa Terra seria pouco para garantir a sobrevivência.

Só há redução se há um freio na produção, pois mesmo que haja trocas que facilitem uma produção mais limpa, pesquisas e investimentos, tecnologias, o excesso de produção demanda o uso de muitos recursos naturais, sendo assim ainda vai haver uma destruição do meio natural em busca desses recursos, um ciclo vicioso, o meio ambiente é preservado de um lado, mas têm os seus recursos saqueados do outro e os grandes saqueadores desses recursos são os países desenvolvidos, pois dependem das exportações mundiais de minérios, entre outros produtos primários provenientes dos países em desenvolvimento, daí a ideia da República das Bananas, como são conhecidos os países da América Central, por serem grandes exportadores de produtos primários, o Brasil não escapa a essa ótica já que é um grande exportador de minérios.

Esse saque e uso de recursos vem acompanhado pela destruição do meio ambiente, florestas, águas, rios, solos. A produção mundial de primários requer intenso uso do solo e da água para irrigação e o destino final dessa produção é o trio EUA-Europa-Ásia (China). Os países em desenvolvimento além de pouco ganharem com as exportações primárias onde não há empenho nenhum em tecnologia, pois se houvesse a venda seria mais cara, contribuem para a poluição de seus recursos naturais.

O Brasil é um dos maiores exemplos de poluição e desgastes dos recursos em detrimento dos países ricos, pois destrói seus solos e utiliza suas águas na plantação de soja, por exemplo, que será exportada para a China, um dos maiores produtores do mundo de carne bovina cuja alimentação do seu gado é feita com a soja brasileira. De quebra, essa dependência de vendas em relação ao mercado externo cria um grande monopólio de terras por aqui, muitos hectares nas mãos de poucos e que dizem respeito aos latifúndios, a produção mecanizada e monocultora, seja para a produção de soja, seja para a produção da cana, um dos maiores empecilhos, hoje, para que tenhamos uma distribuição de terras justa, uma reforma agrária.

O trabalho de erosão glacial evidenciado nos varvitos no Parque do Varvito em Itu-SP

Atividades que mais demandam água no planeta


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