sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Briga por atribuição de aulas prejudica a educação de SP

Continua a briga pela atribuição de aulas no Estado de São Paulo. Desde o ano de 2009 quando o governo autorizou o processo seletivo para professores sem concursos e estudantes das licenciaturas onde somente aqueles que acertassem mais da metade da prova teriam direito a dar aulas, há uma intensa briga entre o sindicato dos professores e a Secretaria de Educação. Segundo os critérios há duas listas de convocados sendo a primeira para aqueles que passaram na prova e a segunda para aqueles que não atingiram a pontuação, sendo assim, até estudantes e bachareis conseguiriam dar aulas desde que obtivessem pontuação no processo seletivo e esse é o atual motivo para que o sindicato dos professores busquem a anulação de muitas atribuições já ocorridas desde o dia 08 de fevereiro já que a lei julga correto apenas atribuir aulas aos formados, ou seja, aos portadores de diploma.

Acontece que muitos estão vendo a lei como passível de interpretações, há quem encare a lei válida apenas para os concursados o que daria direitos aos estudantes futuros professores de ingressarem nas atribuições por não estarem enquadrados na lei assim como bachareis e portadores de licenciatura curta. Mas alguns encaram como habilitados todos aqueles que possuam diploma e criticam a participação dos demais candidatos sem o devido término dos estudos. Dentro dessa categoria encontra-se o juiz que ordenou que os portadores de diploma que não foram habilitados na prova tenham preferência antes dos estudantes na atribuição de aulas, decisão muito criticada pelo secretário da educação e pelo governador do Estado e que pode acarretar na devolução das aulas já concebidas aos estudantes.

O fato é que estão deixando de fora uma discussão que não diz respeito a portabilidade de diploma, e sim, ao nível dos candidatos que vão lecionar nas escolas estaduais. Pode ser que seja errado atribuir uma sala a um professor que ainda está estudando, mas mais errado ainda é atribuir aulas a um sujeito sem qualificação o que pioraria a qualidade já péssima da educação no Estado. E é pelo direito desse profissional não qualificado que Apeoesp tem brigado na justiça, para que eles independente da nota que obtiveram tenham o direito às aulas na frente de estudantes, bachareis e portadores de licenciatura curta, fácil conferir no site do sindicato.

A Apeoesp deu um tiro no pé quando resolveu entrar na justiça para intervir contra estudantes de licenciaturas, o sindicato que se diz a favor dos professores a todo o momento criticou as preferências aos estudantes criando uma barreira para que no futuro esses profissionais possam se associar. A ação da entidade foi muito criticada por alunos nas diretorias de ensino em algumas delas barrando a entrada dos capacitados na prova e aconselhando que professores não capacitados dessem entrada na justiça para requerer aulas de estudantes baseado no fato dos mesmos não possuirem diploma e estarem contrariando o que manda a Lei de Diretrizes e Bases.

Com todos os mandatos e brigas o início do ano letivo em 2010 pode estar comprometido. A briga continua entre Apeoesp, professores, Estado e Secretaria da Educação. Esperamos que vença aqueles que melhor proporcionarem educação de qualidade aos alunos das escolas estaduais. Estudantes ou não o certo é que a Secretaria de Educação precisa atribuir as aulas aos qualificados e barrar a entrada de péssimos profissionais nas escolas públicas do Estado mesmo que para isso seja preciso mudar a lei e suas interpretações.

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